A BANALIZAÇÃO DO MAL NOS PRESÍDIOS BRASILEIROS

Authors

  • Rafael  Antonio Baldo

Abstract

O artigo analisará a banalização do mal nos presídios brasileiros sob o prisma filosófico de Hannah Arendt. Baseado no método indutivo, o estudo cotejará as condições do sistema penitenciário brasileiro aos pressupostos da vida ativa e da vida contemplativa. De início, a situação precária dos presídios será examinada a partir de decisões e relatórios que foram elaborados por órgãos nacionais e internacionais, como o Supremo Tribunal Federal, o Congresso Nacional, o Conselho Nacional de Justiça, a Corte Interamericana de Direitos Humanos e o Mecanismo Nacional de Prevenção e Combate à Tortura. Na sequência, a filosofia política de Hannah Arendt norteará a abordagem da condição humana nos domínios da vida ativa (laborar, trabalhar e agir) e da vida contemplativa (pensar, julgar e querer), denunciando os perigos da padronização comportamental. Por fim, a conclusão destacará o potencial emancipatório da ação política e do pensamento crítico, duas condições humanas que podem romper o ciclo de barbárie e mitigar a banalidade do mal dentro do cárcere.

Author Biography

  • Rafael  Antonio Baldo

    Doutor em Direito Financeiro pela USP. Mestre em Direito do Estado pela UFPR. Master in Global Rule of Law and Constitutional Democracy pela Università degli Studi di Genova. Procurador do Ministério Público de Contas de SP.

Published

2024-12-17 — Updated on 2024-12-17

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Artigos